Jasmin e Alan se conheceram na efervescência da universidade. Ela, latina com a alma ardente e ele, um americano biracial, trazendo a calma e a complexidade de duas culturas. O namoro era a conversa do campus, mas a notícia que realmente chocou veio no último semestre: Jasmin estava grávida. O plano de se formar e só então focar na vida profissional foi para o ralo. A prioridade, agora, era o bebê.
Rapidamente, eles se casaram. Não foi o casamento dos sonhos, mas um enlace urgente, selado pelo compromisso e pela ansiedade. Formados e com uma criança a caminho, alugaram às pressas uma casa pequena, daquelas que mal cabem as caixas de mudança, e logo depois receberam Jade, a filha do casal, que se tornou o centro do universo deles.
A estabilidade era crucial. Allan, com seu perfil sério e focado, rapidamente subiu degraus e arrumou um emprego como chefe de empreiteira. Ele passava o dia no canteiro de obras, lidando com prazos, orçamentos apertados e a pressão de construir. O salário, embora bom, vinha com a exaustão de um trabalho que consumia todas as suas horas.
Enquanto isso, Jasmin, que sempre amou o palco e o reconhecimento, viu na profissão de animadora de festas infantis uma chance de conciliar o lado artístico com a flexibilidade (e a grana extra) de freelancer. Ela passava os fins de semana vestida de princesa ou palhaça, lutando para manter o sorriso enquanto controlava crianças e sonhava com o dia em que o público dela seria adulto e o cachê, digno de uma estrela.
Jasmin, por sua vez, sentia-se distante e não se considerava uma boa mãe.
O equilíbrio frágil da família foi quebrado: Alan faleceu certa noite. Jasmin ficou devastada e teve que assumir a responsabilidade de cuidar da filha sozinha, algo que ela nunca esperava.
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